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Meu site foi invadido, o que fazer: ordem e quem chamar

23 OUT 2026 5 min de leitura Mauricio Biasotto
Painel de resposta a site invadido com o aviso de site comprometido, as seis ações das primeiras horas (tirar do ar, não apagar, trocar senhas, avisar a hospedagem, chamar um programador, anotar o que apareceu) e o site de volta ao ar protegido

Site invadido ou hackeado? O que você faz nas primeiras horas, o que não fazer, quem resolve e como contratar limpeza e proteção. Sem termos técnicos.

Se o seu site ou sistema (WordPress, loja virtual, sistema interno) foi invadido, isso é com você, mesmo que quem fez o site já não atenda. Nas primeiras horas, tire o site do ar ou peça isso à hospedagem, não apague nada, troque as senhas que você controla e anote o que apareceu e quando. Limpar e fechar a entrada é trabalho de programador. O próximo passo é chamar um hoje.

Isso é comigo?

Sim, se o endereço é da sua empresa. Não importa quem fez o site: domínio, visitantes e dados de clientes estão no nome dela, e é ela que o Google, a hospedagem e a lei procuram. Sinais visíveis de fora:

O Google mostra "Este site pode ter sido invadido" sob o seu resultado; o próprio Google explica o aviso e diz que ele só sai depois que o dono resolve.
O visitante digita o endereço e cai em outro site.
Páginas ou produtos que a empresa nunca publicou.
E-mail da hospedagem avisando de suspensão, ou cliente dizendo que o antivírus bloqueou o site.

O que eu faço nas primeiras horas?

Nesta ordem, e nada exige conhecimento técnico:

1. Tire o site do ar, ou peça isso à hospedagem. Fora do ar, ele para de contaminar visitantes.
2. Não apague nada nem restaure backup por conta própria. O estado atual é a prova de por onde entraram.
3. Troque as senhas que você mesmo controla: administrador do site, e-mail da empresa e hospedagem.
4. Avise a hospedagem. Ela vê o servidor por dentro e ajuda a isolar.
5. Chame um programador para limpar e fechar a entrada. Hoje, não na semana que vem.
6. Anote data, hora e o que apareceu. Serve para a LGPD e para quem for limpar.

O que não fazer:

Voltar ao ar só com o backup. Volta limpo e cai de novo pela mesma porta.
Dar por encerrado porque a senha foi trocada. Se entraram por um plugin ou pelo PHP, a senha nova não fecha nada.
Esperar passar. Aviso do Google e bloqueios só pioram.
Pagar resgate sem orientação. Não garante nada; antes, fale com quem está limpando e com um advogado.

O que acontece se eu não fizer nada?

O site segue contaminando quem entra, o aviso do Google permanece, a hospedagem pode suspender a conta e o domínio entra em listas de bloqueio.

Não é azar: a invasão é automática e entra pela porta aberta. As quatro mais frequentes:

Plugin ou tema sem atualização.
Versão antiga do PHP, o programa que faz o site funcionar. Em outubro de 2026, a falha PHP2Shell permitiu que um invasor executasse o que quisesse no servidor sem senha, em qualquer versão desde o PHP 5; as versões sem suporte ficaram sem correção.
Senha fraca ou repetida de outro serviço.
Acesso de um fornecedor antigo nunca revogado.

Se o site guarda cadastro ou pedidos, dados pessoais podem ter vazado. A LGPD exige comunicar a ANPD e os clientes afetados; a Resolução CD/ANPD nº 15/2024 fixa o prazo em 3 dias úteis a partir de quando a empresa souber que dados foram atingidos (página oficial da ANPD). Procure orientação jurídica no mesmo dia.

Quem resolve: a hospedagem, a agência ou um programador?

Cada um resolve uma parte.

A hospedagem cuida do servidor: tira o site do ar a seu pedido, informa se outras contas foram atingidas e, em hospedagem compartilhada, atualiza a versão do PHP. O que está dentro do site (código, plugins, cadastro) é de quem cuida do site.

A agência que fez o site resolve se ainda tiver programador para isso, e vale perguntar primeiro: ela conhece o projeto. Se o contrato acabou ou ninguém responde, o trabalho vai para um programador.

O programador entra no site, guarda a prova, acha a porta, limpa e fecha. Para site ou sistema em PHP, WordPress ou Laravel, é o caminho da correção urgente por programador PHP.

O que eu peço, quanto tempo leva e como é cobrado?

Peça "limpeza e proteção", não só "tirar o vírus". O trabalho inclui:

isolar o site e guardar a prova do estado atual;
achar por onde entraram e as portas de volta deixadas;
limpar ou restaurar um backup anterior à invasão, depois de fechar a entrada;
trocar todos os acessos, inclusive os que você não controla;
atualizar tudo: versão do PHP, sistema, plugins e temas;
acompanhar nas semanas seguintes, para pegar uma segunda tentativa.

Como conferir. Devem chegar até você: por onde entraram (se a resposta for "não dá para saber", o trabalho não terminou); a lista do que foi trocado e atualizado, com a versão final do PHP; e o pedido de revisão ao Google, cuja análise pode levar dias ou semanas.

Prazo e formato. Conter leva horas; limpar e proteger, alguns dias, conforme o tamanho do site e se existe backup confiável. O serviço entra na manutenção de sistemas e sites, por demanda e com nota fiscal. Depois, a manutenção mensal de site e sistema mantém versões, backup e acessos em dia.

Como começar hoje

Se o site é WordPress, a limpeza de WordPress hackeado cobre a contenção no mesmo dia, a limpeza, o fechamento da entrada e o pedido de revisão ao Google.

Mande o endereço do site pelo WhatsApp. Não precisa saber a versão do PHP nem o que foi alterado. A resposta diz o que dá para ver de fora e o próximo passo para conter. Se o site já está fora do ar, mande o nome da hospedagem.

PRÓXIMO PASSO_

Seu site foi invadido e você quer alguém para resolver hoje?

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